Vegetariano? Porque não?
A mudança de alimentação, por muito benéfica que seja, não convém ser radical. Deve ser progressiva, de modo que a adaptação do corpo seja gradual. É importante para um vegetariano/vegano que tenha uma opinião esclarecida sobre alimentação e as transformações que irão ocorrer.
Isto não significa que no caso de a transição ser brusca as consequências sejam gravíssimas ou inultrapassáveis. A maior parte das pessoas reage simplesmente expulsando toxinas, com sintomas como diarreia, dores de cabeça ou confusão mental. Em todo o caso, quando se muda de dieta (e, por consequência, de estilo de vida), há sempre muitos factores em jogo.
Saúde
Esta é talvez a principal grandeza em jogo. Em poucas palavras, nós somos o que comemos, e o nosso organismo necessita de tempo de adaptação.
Embora esteja mais do que provado que o vegetarianismo é benéfico para a saúde, uma mudança radical pode trazer complicações.
É conveniente até acompanhamento médico. Claro que já toda a gente sabe que deve fazer exames regulares para evitar complicações futuras e quase ninguém os faz. Mas para alguém que tem preocupações de saúde e bem-estar um corte com a tradição fica sempre bem a este nível também.
Infelizmente mudar para uma dieta vegetariana implica, ainda, ir contra a cultura vigente. Ou seja, a maioria dos médicos ainda não são imparciais. E muitas vezes, por muito bem-intencionados e profissionais que sejam não têm sequer conhecimentos mínimos para se pronunciarem acerca do vegetarianismo. O que se pode sugerir então é que procure num médico informação, eventualmente alguns exames de rotina para ter a certeza que tudo está bem.
Pressões sociais
Uma das grandes dificuldades na disseminação do vegetarianismo é, sem dúvida, a nossa resistência à mudança. Mesmo quando todas as evidências apontam num novo sentido, a tendência é muitas vezes continuarmos a fazer aquilo que sempre nos ensinaram.
Mas hoje, mais do que nunca, é sabido que o conhecimento, a informação, é de todas a melhor arma. Um vegetariano não tem de forçosamente ser, mas actualmente é importante que seja também, uma pessoa bem informada e segura da sua opção alimentar.