Objectivo: auto-suficiência energética
Na entrevista concedida ao nosso portal, Luís Nogueiro, técnico superior da Divisão de Ambiente a desempenhar funções no Gabinete de Apoio ao Presidente, do Município de Portalegre, reconheceu a importância da definição de uma política de sustentabilidade para o concelho e apontou como principal objectivo em termos ambientais, fazer de Portalegre um concelho auto-suficiente em termos energéticos.
Quais os principais espaços verdes existentes no concelho e quais as políticas de sustentabilidade definidas pela autarquia?
Muitos são os espaços verdes que recentemente foram criados e/ou requalificados, não só na cidade de Portalegre como também nas freguesias rurais. O Jardim da Corredora e o Jardim da Avenida da Liberdade, são disso exemplo, tendo sofrido transformações aquando do Programa Polis.
No papel não existe uma política de sustentabilidade definida, no entanto o executivo tem a plena consciência de que o desenvolvimento local terá de passar por um equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconómico que não descure o ambiente.
Que estratégias de sensibilização para a protecção da natureza estão previstas?
Portalegre vive, em perfeita harmonia, ao lado do Parque Natural da Serra de S. Mamede. O município pretende através das suas acções sensibilizar a população para que poupe o ambiente. Aposta na separação dos resíduos tendo uma recolha porta-a-porta de papel e embalagens em mais de 150 entidades da cidade. Brevemente irá disponibilizar por todo o concelho 15 oleões para que a população possa aí depositar os óleos alimentares usados, que muito perturbam os tratamentos das ETAR.
O município está ainda receptivo e colabora frequentemente com as escolas do concelho, em campanhas de sensibilização em várias efemérides.
Quais as apostas do município a nível ambiental?
As principais apostas do município em termos ambientais passam por criar um concelho auto-sustentável em termos energéticos, passando pela aposta nas energias renováveis, como a energia eólica e a energia solar.
Actualmente, as referidas apostas são estratégicas para o crescimento social e económico. Qual a postura da autarquia face a esta realidade?
Sem dúvida alguma que essas apostas são estratégicas para o crescimento social e económico. As autarquias estão a ver reduzidas as suas receitas habituais (IMT, IMI, etc.), pelo que é necessário procurarem outras fontes de rendimento. A aposta na energia solar fotovoltaica permite para além de poupar o ambiente, através da produção de energia a partir do sol, obter receitas extra para o município.
Esse desenvolvimento poderá ainda levar à criação de postos de trabalho no futuro
Quais os principais projectos previstos a este nível?
No que à biodiversidade diz respeito, o principal projecto que existe diz respeito à construção de um Reptilário e de um Parque Rural.
O Reptilário assemelha-se ao Fluviário de Mora, só que neste caso é uma exposição de répteis e anfíbios, não só autóctones como também répteis do mundo. Pretende ainda ter um espaço interligado com o Parque Natural da Serra de S. Mamede, onde se dará a conhecer o valor do património natural desta serra que é a maior elevação a sul do Tejo.
Quanto ao Parque Rural, pretende criar, entre outras, várias hortas pedagógicas a serem exploradas pelas escolas do concelho, centro de boas práticas de prevenção aos incêndios, através da acção dos animais.
Refira-se que este projecto ainda não foi aprovado pelo executivo encontrando-se por esse motivo, numa fase muito preliminar.