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Entrevista
Ano Internacional da Biodiversidade – Câmara Municipal de Portalegre
  • 06 de Janeiro de 2010
  • Objectivo: auto-suficiência energética

     

    Na entrevista concedida ao nosso portal, Luís Nogueiro, técnico superior da Divisão de Ambiente a desempenhar funções no Gabinete de Apoio ao Presidente, do Município de Portalegre, reconheceu a importância da definição de uma política de sustentabilidade para o concelho e apontou como principal objectivo em termos ambientais, fazer de Portalegre um concelho auto-suficiente em termos energéticos.

     

    Quais os principais espaços verdes existentes no concelho e quais as políticas de sustentabilidade definidas pela autarquia?

    Muitos são os espaços verdes que recentemente foram criados e/ou requalificados, não só na cidade de Portalegre como também nas freguesias rurais. O Jardim da Corredora e o Jardim da Avenida da Liberdade, são disso exemplo, tendo sofrido transformações aquando do Programa Polis.

    No papel não existe uma política de sustentabilidade definida, no entanto o executivo tem a plena consciência de que o desenvolvimento local terá de passar por um equilíbrio entre o desenvolvimento socioeconómico que não descure o ambiente.

     

    Que estratégias de sensibilização para a protecção da natureza estão previstas?

    Portalegre vive, em perfeita harmonia, ao lado do Parque Natural da Serra de S. Mamede. O município pretende através das suas acções sensibilizar a população para que poupe o ambiente. Aposta na separação dos resíduos tendo uma recolha porta-a-porta de papel e embalagens em mais de 150 entidades da cidade. Brevemente irá disponibilizar por todo o concelho 15 oleões para que a população possa aí depositar os óleos alimentares usados, que muito perturbam os tratamentos das ETAR.

    O município está ainda receptivo e colabora frequentemente com as escolas do concelho, em campanhas de sensibilização em várias efemérides.

     

    Quais as apostas do município a nível ambiental?

    As principais apostas do município em termos ambientais passam por criar um concelho auto-sustentável em termos energéticos, passando pela aposta nas energias renováveis, como a energia eólica e a energia solar.

     

    Actualmente, as referidas apostas são estratégicas para o crescimento social e económico. Qual a postura da autarquia face a esta realidade?

    Sem dúvida alguma que essas apostas são estratégicas para o crescimento social e económico. As autarquias estão a ver reduzidas as suas receitas habituais (IMT, IMI, etc.), pelo que é necessário procurarem outras fontes de rendimento. A aposta na energia solar fotovoltaica permite para além de poupar o ambiente, através da produção de energia a partir do sol, obter receitas extra para o município.

    Esse desenvolvimento poderá ainda levar à criação de postos de trabalho no futuro

     

    Quais os principais projectos previstos a este nível?

    No que à biodiversidade diz respeito, o principal projecto que existe diz respeito à construção de um Reptilário e de um Parque Rural.

    O Reptilário assemelha-se ao Fluviário de Mora, só que neste caso é uma exposição de répteis e anfíbios, não só autóctones como também répteis do mundo. Pretende ainda ter um espaço interligado com o Parque Natural da Serra de S. Mamede, onde se dará a conhecer o valor do património natural desta serra que é a maior elevação a sul do Tejo.

    Quanto ao Parque Rural, pretende criar, entre outras, várias hortas pedagógicas a serem exploradas pelas escolas do concelho, centro de boas práticas de prevenção aos incêndios, através  da acção dos animais.

    Refira-se que este projecto ainda não foi aprovado pelo executivo encontrando-se por esse motivo, numa fase muito preliminar.

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